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Sexta-feira, 11 de julho de 2003

Este é o Canal Dana, um informativo com as principais notícias da indústria automotiva.

* IAA: DANA MOSTRARÁ NOVAS TECNOLOGIAS EM FEIRA NA ALEMANHA
A Dana irá mostrar sua flexibilidade, inovação e capacidade de integração de produtos durante o 60° International Motor Show (IAA), em Frankfurt, na Alemanha, que acontece de 9 a 21 de setembro. No evento, os grupos de Sistemas Automotivos e Gerenciamento de Motor e Fluidos da Dana apresentarão seus novos produtos e tecnologias.
A IAA é patrocinada pela Associação Alemã da Indústria Automotiva e será aberta ao público no dia 13 de setembro. Com mais de mil expositores de aproximadamente 40 países, que irão apresentar os mais recentes destaques e tendências, esta feira automotiva é a maior da indústria.

Saiba mais sobre o 60º International Motor Show e a participação da Dana no evento clicando aqui.

TECH TALK
Conteúdo relevante e exclusivo é o que a Dana busca trazer para seus leitores por meio da parceria com o boletim técnico Tech Talk, que apresenta, a cada dez dias, informações sobre os mais avançados sistemas desenvolvidos para a indústria automotiva.
Confira abaixo a notícia dessa sexta-feira:

* TECH TALK: CARROS VIRTUAIS
O trabalho básico de cientistas e pesquisadores é sempre descobrir como e por que as coisas funcionam, e isto vale para qualquer tipo de produto. Para veículos, e para todas as suas peças e todos os seus componentes, a ferramenta mais moderna, eficiente e lógica é construir primeiro veículos virtuais, em vez de reais, testá-los virtualmente milhares de quilômetros e descobrir, quase antecipadamente, seus limites e defeitos. Uma montadora que está utilizando a realidade virtual em praticamente todos os seus projetos atuais é a GM.

PARA PENSAR
* PEQUENOS EXECUTIVOS - por Luciano Pires

Era um evento para os fornecedores de um dos maiores grupos industriais do Brasil, na tentativa de renovação do relacionamento com sua cadeia de suprimentos. Antes de minha palestra, fui apresentado ao diretor industrial do grupo. No segundo "coice", percebi a dimensão da cavalgadura com a qual eu tratava. No dia seguinte me disseram que tudo foi bem até o tal diretor industrial fazer seu pronunciamento. A mula passou o tempo todo ironizando e ameaçando os fornecedores. Destruiu o evento...
Para continuar lendo esse artigo clique aqui.

*
NOVO ACORDO AUTOMOTIVO DEVE DURAR UM ANO
O acordo de emergência para ajudar a indústria automobilística a sair da atual crise deve ser adotado durante um ano, período em que o governo pretende instalar um fórum de competitividade para discutir uma política mais ampla para o setor. O pacote deve estabelecer a redução de impostos para carros populares e alguns modelos de médio porte, além de crédito especial para as compras financiadas. Além do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a proposta inclui redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e eventualmente a isenção do pagamento da primeira parcela do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Nos dois últimos casos, as negociações devem incluir os Estados. As medidas, ainda sem data para entrar em vigor, fazem parte do estudo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou para avaliar e debater com sua equipe durante a viagem à Europa, iniciada na quarta-feira. As propostas já vinham sendo discutidas, em sigilo, com o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan e foram entregues por representantes das montadoras, fabricantes de autopeças, revendedores e trabalhadores. O mercado de carros, que em junho registrou seu pior desempenho dos últimos 16 meses, continua praticamente parado. A expectativa agora é em relação aos incentivos que vão reduzir os preços. O ministro Furlan confirmou na terça-feira, em Lisboa (Portugal), os estudos para reduzir o IPI. Suas declarações, entretanto, desagradaram as montadoras, que temem a paralisação total das vendas. Ontem, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nota informando que o programa emergencial para os automóveis ainda está em análise e não deve ser anunciado no curto prazo. Segundo o presidente da entidade, Ricardo Carvalho, o tema é complexo, porque as discussões envolvem outros ministérios, como o da Fazenda e do Trabalho, e os Estados. "Não se pode assegurar hoje nenhuma informação sobre os termos finais e a efetiva concretização desse acordo." As vendas de carros caíram 8,2% no primeiro semestre, com 647,5 mil unidades, o mais baixo desempenho dos últimos três anos. Os estoques das fábricas e das lojas somam 160 mil veículos e a maioria das empresas está anunciando férias coletivas. A General Motors abriu recentemente um programa de demissões voluntárias, e a Volkswagen deve fazer o mesmo nos próximos dias. "Este é o pior momento vivido pela indústria automobilística brasileira", disse ontem o presidente da Volkswagen, Paul Fleming. Para ele, a situação é ainda mais grave do que a de dez anos atrás, quando também foi preciso um acordo que reduziu impostos. "Naquela época não tínhamos feito investimentos tão altos e nossa capacidade instalada era menor." Nos anos 90, o setor automobilístico investiu cerca de US$ 20 bilhões em novas fábricas e modernização das linhas de montagem antigas. Hoje o setor tem capacidade para produzir 3,2 milhões de veículos, mas a previsão é de que seja fabricado no máximo 1,8 milhão neste ano, o que representa ociosidade de 44%. Segundo Fleming, a indústria automobilística é a maior do Brasil e precisa de uma ação rápida para sair da crise. "Nós estamos fazendo nossa parte, investindo em novos produtos, em modernização e reduzindo custos. Mas temos confiança de que o governo também vai fazer sua parte", afirmou o executivo, ressaltando que a carga tributária sobre os veículos brasileiros é a mais alta do mundo. Para o presidente da Associação Brasileira dos Concessionários Fiat (Abracaf), Rubens Carvalho, depois das declarações do ministro Furlan, "o governo precisa acelerar as medidas, ou a situação ficará ainda pior." Até agora, as partes envolvidas nas negociações com o governo evitavam falar nos termos do acordo por temer que o mercado parasse à espera das novas medidas. Paralelamente ao acordo dos carros, está para ser concluído um programa só para o segmento de caminhões, chamado de Modercarga. O governo já acenou com a liberação de R$ 2,5 bilhões de recursos do BNDES e do FAT para financiamento especial a caminhoneiros, mas ainda não houve consenso entre as montadoras e as centrais sindicais em relação a questões trabalhistas. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical querem atrelar a liberação da verba ao compromisso das montadoras de adotarem piso salarial e jornada de trabalho de 40 horas semanais em todas as fábricas do segmento. As montadoras não concordam com a reivindicação. As fábricas instaladas na região do ABC (Mercedes-Benz, Scania e Ford) já operam com essas condições, mas outras como Volkswagen Caminhões (Rio de Janeiro) e Iveco/Fiat (Minas Gerais) têm salários mais baixos e jornada mais ampla de trabalho. O governo espera contrapartidas sociais por parte das empresas para liberar verbas públicas para programas de expansão das vendas. A CUT propõe como alternativa o sistema de adesão. Só as marcas que operarem com condições trabalhistas favoráveis teriam acesso ao financiamento via Modercarga. (O Estado de S. Paulo/Cleide Silva)

* MONTADORAS PEDIRAM CORTE DE QUATRO PONTOS NO IPI
O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, defende que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros populares que estão abarrotando os pátios das montadoras seja reduzido "mais ou menos pela metade". Essa medida faria parte do programa destinado a reativar as vendas de automóveis e, com isso, evitar novas demissões nas montadoras. Mas não há, segundo ele, uma decisão de governo sobre essa questão do IPI. "Depende do meu amigo [Antônio] Palocci", disse ontem, em Lisboa, onde integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, numa referência ao ministro da Fazenda. Se a reivindicação das montadoras for aceita pelo governo, o IPI de todos os automóveis até 2 mil cilindradas será reduzido em quatro pontos percentuais. A informação, que as montadoras vinham tentando ocultar até o governo tomar a decisão, é de alta fonte da indústria. Isso significa que a alíquota de IPI do carro com motor 1.0 (o chamado popular) cairia de 9% para 5% e a dos motores entre 1.0 e 2.0 a gasolina, de 15% para 11% e a álcool, de 13% para 9%. A proposta não altera a tributação dos veículos com motor acima de 2.0. No carro popular, a queda de imposto representaria uma redução de preços em torno de R$ 450. Na semana passada, a indústria enviou ao governo a proposta de redução de impostos. O documento incluía a idéia de recorrer aos governadores para pedir a redução adicional do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) em um ponto percentual. O documento incluía cálculos indicando que a redução de preços poderia aumentar as vendas anuais em 300 mil carros, o que representa acréscimo em torno de 20% no mercado de hoje. Furlan admitiu também que o programa de venda de veículos populares poderá ter uma linha de financiamento em condições favorecidas. A proposta em estudo pelo governo prevê que apenas as famílias com renda mensal de até 10 salários mínimos tenham acesso a esse tipo de financiamento. O governo vai definir, em primeiro lugar, os veículos populares que poderão ser vendidos em condições favorecidas. "Como o financiamento será concedido com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), o carro não pode ter muitos acessórios", explicou. O ministro ressaltou que as condições deste programa ainda não estão definidas. "Fizemos uma primeira reunião na terça-feira passada. Há estudos, mas não há decisão", observou. Mesmo porque, segundo o ministro, o programa de venda de carros populares em condições especiais implicará renúncia fiscal. "Ele dependerá de uma decisão dos Estados, que terão que abrir mão do primeiro IPVA", explicou. Dependerá igualmente da decisão do ministro Palocci sobre a redução do IPI. O programa de venda de carros populares, que será anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o final deste mês, dentro de um "pacote" de medidas de estímulo ao desenvolvimento, tem por objetivo reativar as vendas de automóveis. O programa prevê redução do IPI desses veículos e o não pagamento da primeira parcela do IPVA. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea) divulgou uma nota na qual explica que as discussões entre governo, setor automotivo e indicatos de trabalhadores para o Modercarga "avançaram, mas ainda não estão concluídas". "Há impasse em relação a contrapartidas reivindicadas por entidades sindicais de trabalhadores, além de limitações do próprio programa em estudo, que dificultariam o acesso ao crédito por interessados. Não há previsão para conclusão dessas negociações." - destaca a nota. sobre a redução de IPI que viria por meio de um programa emergencial para automóveis, a mesma nota explica apenas que um documento foi encaminhado às autoridades para análise e que as discussões entre a cadeia automotiva e governo ainda não foram iniciada. "As notícias veiculadas sobre esse acordo emergencial para automóveis são preliminares e carentes de detalhamento, acabando por gerar especulações e insegurança para a atividade econômica", destaca a Anfavea. Nos bastidores da indústria automobilística, os executivos do setor se mostraram decepcionados com as declarações de Furlan, que, segundo alguns deles, só serviram paralisar o mercado de veículos no Brasil. Fontes do setor argumentam que qualquer redução de imposto depende do Ministério da Fazenda. Os concessionários chegaram a programar ontem campanhas para desovar estoques neste fim-de-semana. O " pacote " do governo inclui também o programa Modercarga, destinado à renovação da frota de caminhões do país. O proprietário de caminhão que queira comprar um novo dentro do programa Modercarga poderá optar entre dois tipos de financiamento: um com taxa de juro fixa de 20% ao ano ou outro com juro variável, equivalente a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) mais 5,33% ao ano. Furlan reafirmou que o programa Modercarga terá uma linha de crédito de R$ 2,5 bilhões. Os recursos virão do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Se a opção do caminhoneiro for pela taxa de juro variável (TJLP mais 5,33% ao ano), ele receberá financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF). Mas se a opção do caminhoneiro for pela taxa de juros fixa, ele terá que pegar o financiamento no BNDES. Furlan admitiu ainda que as condições de financiamento para a aquisição de carros populares por famílias com renda de até 10 salários mínimos poderão ser semelhante àquelas do programa Modercarga. Ou seja, taxa de juro fixa de 20% ao mês ou TJLP mais 5,33%. (Valor Econômico/Ribamar Oliveira e Marli Olmos)

* VW VAI MONTAR CAMINHÃO NO MÉXICO
A subsidiária brasileira da Volkswagen Caminhões está preparando a instalação de uma fábrica da marca no México, cuja produção ficará totalmente destinada aos negócios locais, ou seja, não se transformará em ponte para um possível ingresso no mercado norte-americano. Para presidir a nova unidade, a Volkswagen acaba de contratar Oswaldo Tuacek, executivo brasileiro que nos últimos 15 anos esteve intimamente ligado à marca Volvo, com atuações como diretor comercial da montadora no Brasil (Curitiba), presidente da Volvo del Peru e dirigente da Volvo Equipamentos para Construção (VCE). Até o início desta semana, Oswaldo Tuacek dirigia as operações comerciais da Volvo Bus no próprio México. Em entrevista exclusiva a este jornal, Oswaldo Tuacek adiantou que o investimento inicial da Volkswagen Caminhões no México será de US$ 12 milhões. O valor relativamente baixo, em se tratando de implantação de uma montadora, é explicado por ele: "No primeiro momento, que acontecerá já a partir da próxima semana, vamos receber os veículos brasileiros em CKD (semi-montados) para a montagem final em Puebla, local da nova fábrica.". A opção de instalação da fábrica em Puebla, o que automaticamente descarta a tradicional Monterrey - uma espécie de ABC Paulista para os mexicanos - , reflete a intenção da VW de contornar dificuldades nas relações com sindicalistas. Nesta fase inicial de implantação, a VW Caminhões colocará no mercado mexicano os modelos com capacidades para 7, 13, 15 e 23 toneladas de carga. "Para 2004, nossa meta de produção atingirá 1,5 mil caminhões, o que representará praticamente 5% do mercado mexicano, de 30 mil unidades no total", disse Tuacek. O executivo também afirmou que a VW Caminhões montará sua própria rede de concessionários naquele país, evitando, desde o início, a atuação em parceria com distribuidores de outras marcas. Também é certo, segundo o executivo, que o ingresso da marca no México, através de fábrica própria, abre a perspectiva de uma futura produção de chassis de ônibus para vendas locais. Trajetória em duas décadas A Volkswagen - que até agora só montava caminhões acima de 7 toneladas no Brasil, desde que comprou a Chrysler, no final dos anos 80 - em duas décadas de atividades chegou à liderança no mercado de veículos de cargas. No nicho de chassis de ônibus - onde atua desde 1993 - a marca VW é a segunda colocada no mercado brasileiro. Fontes da Volkswagen Caminhões consultadas no Brasil demonstraram uma posição cautelosa, alegando que a decisão de implantar a unidade no México ainda dependeria de passar por dois níveis decisórios, na matriz, localizada na Alemanha. (Gazeta Mercantil/José Eduardo Gonçalves)

INDICADORES ECONÔMICOS - 10/7
 

COMPRA

VENDA

 
Dólar comercial R$ 2,890 R$ 2,892  
Dólar paralelo SP R$ 2,920 R$ 3,000  
Euro R$ 3,288 R$ 3,295  
IGPM (FGV) ABR: 0,92 MAI: -0,26 AC/ANO: 6,96
Bolsa SP Índice: 13.501 Variação: - 0,86% Valor R$ 645 milh.

MERCADO
* Setor vive pior momento da história, diz presidente da Volks

O presidente da Volkswagen do Brasil, Paul Fleming, afirma que a indústria vive a pior situação na história, mesmo se comparada há dez anos, quando não havia a atual capacidade instalada. Segundo o executivo, a Volkswagen vai continuar a dar férias coletivas até que o mercado se recupere. "Não é a opção mais barata, porém a mais fácil", disse Fleming. Fleming admitiu que a empresa avalia todas as semanas as possibilidades de cortar custos fixos, o que inclui redução de pessoal. Ele enfatizou, no entanto, que a montadora não cogita demitir e que qualquer decisão será negociada com os sindicatos, embora a companhia esteja perdendo "enormes volumes de dinheiro". Em encontro na semana passada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, o executivo afirma ter discutido a situação da indústria automobilística, que trabalha com ociosidade média de 45% nas fábricas. Segundo Fleming, não há qualquer decisão a respeito de um plano para melhorar as vendas de automóveis e tampouco sobre a redução de impostos. Segundo ele, há um desejo do governo de criar um programa para a renovação da frota, no entanto, sem evolução até o momento. Sobre a possibilidade de o governo reduzir os juros e adotar uma política de crescimento, acredita que os "sinais são bons. Mas precisamos de uma ação rápida, porque a indústria sofre há mais seis meses". De acordo com Fleming, a Volkswagen espera que o governo faça seu papel. "Não queremos caridade, somos homens de negócios". Enquanto isso, diante do mercado recessivo, a Volkswagen trabalha com quatro estratégias. A primeira delas é estimular as vendas por meio de uma fina sintonia com as concessionárias. Em seguida, melhorar a margem de lucro, discutindo alternativas com fornecedores; bem como estimular a excelência operacional através da logística e, por fim, analisar semanalmente os custos fixos. A novidade fica por conta do motor TotalFlex, que irá substituir o motor a álcool nos próximos três anos. Segundo ele, a montadora e o governo têm interesse de exportar o modelo bicombustível para a China e países emergentes. O objetivo é estimular, com isso, a produção de álcool no Brasil. Hoje, em São Bernardo do Campo, num evento para comemorar a fabricação de 4 milhões de unidades do Gol, no mercado há 23 anos, o executivo afirmou que não há momento melhor para o consumidor adquirir um carro da Volkswagen. A empresa aumentou a quantidade de bônus três vezes em dois anos para tentar estimular as vendas. A montadora alemã continua comprometida com seus projetos no Brasil, diz, e não há intenção de aposentar o Golf, embora as vendas de sua categoria estejam em queda. "Nós estamos analisando a performance do Golf, mas não há planos de tirá-lo de linha", garantiu. (AE Setorial/Renata Stuani)

*
VW adotará o bicombustível em toda a linha

Todos os automóveis da Volkswagen serão, gradativamente, equipados com o motor que pode ser abastecido com álcool, gasolina ou com os dois combustíveis, misturados em qualquer proporção. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da empresa, o inglês Paul Fleming. Segundo ele, com o tempo, o motor a álcool deixará de ser produzido. A Volks também foi consultada pelo governo para saber da viabilidade de exportar esses veículos. Com isso, seria aberta ao país a oportunidade de exportar também o próprio álcool. O diretor de marketing, Paulo Sérgio Kakinoff, prevê que em até três anos, os carros novos oferecidos ao mercado interno, por todas as montadoras, vão utilizar motores que aceitam os dois tipos de combustível. Até lá, pelo menos a Volks terá todos os carros com a tecnologia. O diretor disse que a cada lançamento de um modelo com o motor bicombustível, a Volks deixará de fazer a mesma versão a álcool. A Volks foi a primeira a lançar um veículo com esse tipo de tecnologia, há três meses. Segundo Kakinoff, a montadora já recebeu 5 mil pedidos do chamado Gol Total Flex. Nos próximos dias, a Volkswagen lançará a o modelo Gol Plus bicombustível. Hoje a empresa ainda oferece a opção desses modelos a gasolina. Já a General Motors, segunda montadora a lançar a tecnologia no mercado, optou por oferecer somente o Corsa 1.8 na versão que aceita álcool e gasolina. Nos próximos dias, a Fiat também vai começar a vender o Palio nessa versão. A Ford chegou a apresentar à imprensa o Novo Fiesta com motor que recebe álcool e gasolina. Mas ainda não começou a vender o veículo. As montadoras que se instalaram no Brasil recentemente devem ter mais dificuldade para lançar esse tipo de carro porque nenhuma desenvolveu motor movido a álcool. No sistema chamado "Flex Fuel", quem decide quanto de álcool ou gasolina o tanque vai receber é o motorista. Ele pode, por exemplo, rodar com o carro só a gasolina. Mas, pode completar o tanque com álcool ao passar pelo posto de uma cidade onde o litro do derivado do cana-de-açúcar é vantajoso.O veículo que leva essa tecnologia tem um computador que identifica equantifica a mistura, usando informações recebidas de sensores no sistema de injeção de combustível. (Valor Econômico/Marli Olmos)

* Venda de importados cai 59% no semestre, diz Abeiva

As empresas filiadas à Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) fecharam o primeiro semestre do ano com a comercialização de 2.135 unidades, número 58,98% inferior ao de igual período de 2002, quando foram registrados 5.205 veículos vendidos. No mês de junho, foram vendidas 219 unidades, queda de 15,77% em relação ao mês de maio. Se comparado a junho de 2002, no mês passado o setor amargou queda de 78,78%. O vice-presidente da Abeiva, José Luiz Gandini, afirma que, além da retração do mercado interno, a alíquota de importação de 35% prejudica ainda mais as vendas dos veículos importados. Segundo ele, as consequências da variação cambial do ano passado estendem-se até o primeiro trimestre deste ano. Segundo Gandini, para evitar o "colapso" do setor, a Abeiva tem buscado negociar alternativas com o governo. A entidade quer incluir os importados em programas de incentivos adotados para as montadoras nacionais, como redução de IPI e isenção de IPVA no primeiro ano. Representantes da Abeiva já se reuniram com o ministro do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan para discutir saídas. Gandini acredita, porém, na retomada das vendas no segundo semestre de 2003. Segundo ele, com o dólar a R$ 2,85, as empresas voltaram a confirmar suas encomendas às matrizes. Até junho, o estoque de importados era vendido a preços cotados com dólar na média de R$ 3,50. No segundo semestre, de acordo com o dirigente da Abeiva, os consumidores receberão a linha 2004 com o "novo dólar". (AE Setorial/Renata Stuani)


* O velho Fusquinha vai voltar ao Brasil

O velho Fusca pode voltar ao Brasil. A Volkswagen pretende importar unidades do modelo para vender a colecionadores. Em agosto, o carro de 70 anos deixará de ser produzido no México, único país que ainda mantém uma linha de montagem da versão que vendeu 3,1 milhões de unidades nos 30 anos em que foi fabricado no Brasil. Em princípio, o modelo será oferecido a donos de concessionárias, fabricantes de autopeças e colecionadores, disse ontem o gerente de Marketing da Volks, Paulo Sérgio Kakinoff. Será uma oportunidade para os amantes do Fusquinha, como é chamado no País, terem acesso à ultima série do modelo que começou a ser produzido na Alemanha em 1938 e vendeu mais de 21 milhões de unidades no mundo. O preço do carro, sem impostos, gira em torno de 7 mil. Para rodar no País o proprietário precisará de licença especial, como aquelas concedidas a modelos fora de linha em poder dos colecionadores. Enquanto o Fusca está com os dias contados no México, a Volks do Brasil comemou ontem a produção de 4 milhões de unidades do Gol, um recorde na indústria brasileira. O modelo de 23 anos é líder de vendas no País e o carro mais exportado atualmente pela montadora. A empresa se prepara para lançar, em outubro, o Tupi (nome provisório), carro intermediário entre o Gol e o Polo que está sendo produzido na fábrica do Paraná. Já o Golf, também fabricado nessa unidade, segue com futuro incerto. Segundo o presidente da Volks, Paul Fleming, a continuidade do modelo vai depender da estratégia global que a marca deve definir até o fim do ano para os modelos do segmento de carros médios. (O Estado de S. Paulo/Cleide Silva)

* Importadores insistem em redução de alíquota

A entidade que reúne os importadores (Abeiva) continua tentando chegar a um acordo com o governo para evitar que mais importadoras deixem o País. Depois de receber uma resposta negativa do governo, sobre a proposta de reduzir a alíquota de importação para 22,5%, a Abeiva enviou ontem uma carta ao ministro de desenvolvimento, indústria e comércio exterior, Luiz Fernando Furlan, para tentar encontrar saída para o setor. "Com a alíquota de importação de 35% fica impraticável manter os negócios no País", disse o vice-presidente da Abeiva, José Luiz Gandini. No primeiro semestre as vendas de importados caíram 58,98% em relação a igual período de 2002. O volume reduziu de 5.205 para 2.135 unidades. A Kia Motors vendeu 1.385 carros no período, BMW 472, Jaguar 64, Porsche 35, Ssangyong 16, Ferrari 9 e Maserati 8. Gandini disse que o setor pede ao governo a volta do regime de importação por cotas e uma alíquota de 20%. Na última contraproposta enviada em março, o ministro Furlan informou aos importadores que aceita discutir o retorno do sistema de cotas se, em contrapartida, for criado mecanismos para ativar as exportações brasileiras de autopeças e commodities aos países de onde são trazidos os veículos importados. Gandini informou que a Abeiva está discutindo o assunto com representantes dos importadores e distribuidores de veículos (Cidoa) da Argentina, Arturo Scalise, para que apresentem as mesmas reivindicações ao governo daquele país. (Gazeta Mercantil/Sonia Moraes)


* Presidente da Citroën abre revenda em Minas Gerais

O presidente da Citroën do Brasil, Sérgio Habib, disse ontem, durante a inauguração da concessionária da marca, a Chamonix, em Belo Horizonte, que não há iniciativas ou medidas políticas, a exemplo da redução de impostos, sobretudo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que o governo federal possa tomar para reverter a grave situação enfrentada pelo setor automotivo brasileiro, com estoque de 160 mil veículos nos pátios das concessionárias e das montadoras. Vendas inferiores a 1999 Segundo Habib, se for mantido os números de junho até o final do ano - cerca de 90 mil automóveis e comerciais leves vendidos no mercado interno - o setor deve fechar 2003 com a venda de 1,1 milhão de unidades. "Teremos vendas inferiores às de 1999, quando o mercado interno absorveu 1,2 milhão de automóveis e comerciais leves. Estou pessimista e não creio que redução de impostos ou das taxas de juros vão mudar esse quadro. A situação é simples: o brasileiro não está tendo poder aquisitivo para adquirir um bem como o carro", afirma Habib. Nova concessionária O empresário não disse quanto foi investido na nova loja, com 5,6 mil metros quadrados e 46 empregados, mas confirma que foi superdimensionada. "Tem o tamanho de concessionária para um mercado que só teremos dentro de dois ou três anos", disse. (Gazeta Mercantil/Carlos Eduardo Cherem)

* DC e Mitsubishi vão fabricar minicarro

A DaimlerChrysler e a Mitsubishi fecharam acordo que prevê o desenvolvimento em conjunto de um minicarro que será vendido nos mercados japonês e europeu em 2006. O projeto envolve investimento entre US$ 197,6 milhões e US$ 329 milhões. O novo modelo será baseado no Mitsubishi Minica, equipado com motor 0.6 litro. A versão européia terá desenho diferente da japonesa. As duas empresas estimam comercializar cinco mil unidades por mês nesses dois mercados. (Carsale)

* BMW já entregou este ano 544.850 veículos

A BMW Group já entregou durante a primeira metade deste ano um total de 544.850 unidades contra 543.760 do ano anterior, representando aumento de 0,2%. Apenas no mês de junho, as concessionárias da marca entregaram a clientes 96.970 unidades de BMWs e Minis contra 94.420 unidades, representando aumento de 2,7%. Segundo a montadora, os números expressivos devem-se, em parte, aos efeitos positivos das versões atualizadas do Série 3 e o Z4. Por exemplo, o roadster Z4 assumiu posição de destaque no mercado mundial, respondendo por 5.840 unidades vendidas em junho e se colocando como o novo líder de mercado no segmento de carros premium. (AutoZ)

* Nova Ferrari 460 será mostrada em Detroit

O modelo que vai substituir o esportivo Ferrari 456 será lançado no próximo Salão de Detroit (EUA), em janeiro do ano que vem, informa a revista norte-americana Autoweek. O desenho divulgado pela marca italiana mostra como será o novo cupê com o cavalinho empinado na grade dianteira. É dado como certo que a nova Ferrari será batizado como 460, terá estrutura tubular de alumínio e distância entreeixos maior que a da 456. O motor será o V12 6.0 de 500 cavalos, potência suficiente para levá-lo a 321 km/h e de 0 a 100 km/h em apenas 4,3 segundos. A transmissão deverá incluir câmbio seqüencial de seis marchas. A inclusão de tração integral ainda está sendo discutida. (Carsale)

* Volvo lança cartão de crédito para caminhoneiros

Caminhoneiros já podem contar com um cartão de crédito próprio para facilitar as viagens. A Volvo do Brasil lançou hoje, em parceria com a Losango, o VolvoCard. O objetivo é ter 3 mil cartões até o fim deste ano, chegando a 10 mil em 2004. Segundo o responsável pelas operações de pós-venda da Volvo, Luis Carlos Pimenta, a intenção é dar mais agilidade no atendimento na rede de concessionárias e facilidade nos pagamentos. A Losango, maior empresa de financiamento do Brasil, com 14 milhões de clientes, sendo 4 milhões apenas em cartões, pretende ampliar o número de locais onde os cartões serão aceitos, principalmente naqueles freqüentados pelos caminhoneiros. De acordo com Pimenta, a idéia do cartão nasceu da percepção da dificuldade que os motoristas tinham para conseguir crédito quando estavam longe de suas casas, o que ocorre na maioria do tempo. Pimenta disse que o cartão não se restringe a motoristas que têm carro Volvo, embora estes poderão utilizar seus próprios veículos para estabelecerem o limite de crédito, caso não consigam comprovar renda mínima de R$ 200,00. Não há cobrança de anuidade do cartão, que tem prazo de três anos de validade. Nas compras à vista, o pagamento poderá ser feito em até 40 dias. O motorista também pode parcelar em até dez vezes. Na rede Volvo, o crédito já está pré-aprovado. Atualmente há 50 mil caminhões Volvo circulando no País. Dirigido principalmente para o motorista autônomo, o cartão também poderá facilitar a vida do frotista, acredita Pimenta. Entre as vantagens, ele aponta que o empresário não precisaria fazer adiantamentos e poderia ter uma dilação de até 40 dias para o pagamento das despesas, garantindo fluxo de caixa. Por outro lado, também daria mais segurança ao motorista, que não precisaria carregar dinheiro. (AE Setorial/Evandro Fadel)

SERVIÇO
* Peugeot oferece "check-up" gratuito

A Peugeot e convida seus clientes para um "check -up" inteiramente grátis durante a " Campanha Check-up de férias Peugeot" no período de 25/06 à 15/08. A verificação inclui 23 itens. Se houver necessidade de revisão, substituição ou reparo em algum dos itens vistoriados, os consultores técnicos apresentarão um orçamento ao cliente Caso o cliente prefira, também é possível agendar "check-up" gratuito do seu por meio da CAEP - Central de Atendimento Especializado Peugeot, das 7 h às 20 h, pelo telefone 0800 703 2424 ou pelo site www.peugeot.com.br. (Carsale)

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