
No dia 24 de outubro, os Concertos Dana terão uma edição his...
Rede Parceria Social
Rede Parceria Social
Concertos
Concertos
Cultura itinerante
Cultura itinerante
Equipe Fittipaldi de F1
Equipe Fittipaldi de F1
Herança cultural
Herança cultural
Inclusão
Inclusão
Lendas Brasileiras
Lendas Brasileiras
Meio ambiente
Meio ambiente
Sim, é possível
Sim, é possível
“Estou emocionadíssimo”, resumiu Nelson Coelho de Castro, com os olhos repletos de lágrimas, no escurinho da platéia do show que reuniu Raul Ellwanger e Zé Caradípia com a Orquestra de Câmara da Ulbra. Jerônimo Jardim esteve lá também. “A orquestra esteve impecável, os arranjos ficaram lindos e os compositores estavam claramente emocionados. Gostei demais da versão de ‘Garopaba’, música que escrevi com Raul, e ver o público empolgado, cantando junto, e aquela alegria genuína do Tiago Flores regendo a Orquestra... não tem preço”, disse.
O autor de uma das 10 músicas mais conhecidas pelos gaúchos, ''Pealo de Sangue'', Raul Ellwanger lançou seu mais recente disco, ''Boa-Maré'', em 2004. Também gravou com Mercedes Sosa o grande sucesso “Eu só peço a Deus”, e é um compositor que fala muito sobre o amor à terra – seja ela o Rio Grande do Sul, Santa Catarina (onde mora atualmente), Chile, Argentina, Uruguai – onde morou quando esteve exilado, durante a ditadura militar. Acumula quase 40 anos de carreira, e conhece Zé Caradípia há pelo menos 30.
Zé Caradípia tem seu trabalho como compositor reconhecido nacionalmente através da cantora Zizi Possi, que interpretou “Asa Morena”, considerada como uma das 100 músicas mais populares do século XX no Brasil. José Luiz Fernandes, mais conhecido pelo pseudônimo de Zé Caradípia atua no meio artístico porto-alegrense desde 1976, e tem três discos lançados: “Onda Forte”, “Retina da Alma” e “Pintando Falas”.
No Leopoldina Juvenil lotado, o espetáculo começou com “Retina da Alma”, de Zé Caradípia, que ganhou um arranjo delicado de Iuri Corrêa. Em seguida, foi a vez de “Gato Selvagem” (que, durante os ensaios, ganhou o apelido de “Gato Arretado”, devido ao ritmo de baião do arranjo). Com acordes precisos, o arranjo criativo de Michel Dorfman conferiu vivacidade à canção de Zé Caradípia, um hino à boemia.
Na próxima canção, “Madeixa”, uma das mais conhecidas de Zé, uma nova surpresa. Com várias mudanças de andamento, mostrou que criatividade não falta à Orquestra de Câmara da Ulbra. O arranjo de Arthur Barbosa, que toca violino na orquestra, mostrou bem que há liberdade para ousar também na música erudita. A quarta canção foi “Pintando falas”, com letra dramática e arranjo contido, emocionante, seco, dando destaque à letra da música: “Espero sofrido, encardido, se tanto/ um mero acalanto que me console”. Outra canção, no mesmo tom, foi “Capítulo romanesco”.
| > Termos de Uso > Política de Privacidade |
> Gostaria de nos apresentar um projeto? | © 2008 Dana Limited |